terça-feira, 27 de março de 2018

Mãe tenta marcar exames para filha na BA e descobre que cadastro do SUS aponta que menina está morta

Mãe não conseguiu atendimento por conta de informação falsa de óbito em cartão SUS (Foto:  Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)
Uma dona de casa de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foi até um 
posto de saúde da cidade, marcar exames para a filha de 9 anos, e descobriu 
que o cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) apontava que a criança estava 
morta.
Fabrícia dos Santos Xavier disse que levou a filha, Emelly Xavier Lima, até o 
posto de saúde do bairro João Mendonça, na última quinta-feira (22), para 
marcar exames de sangue, fezes, urina e também para hormônios.
"O atendente que trabalha no posto informou que a minha filha estava morta 
e não conseguiu marcar [os exames] até o momento. Não sei o que aconteceu,
 porque até então achava que estava normal", reclama a mãe.
No registro do cartão do SUS, a data de óbito coincide com a data de 
nascimento da criança: 3 de julho de 2008.
Mãe de criança denuncia falso óbito em cartão SUS (Foto:  Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)
Mãe de criança denuncia falso óbito em cartão SUS (Foto: Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)
Fabrícia tentou resolver o problema na Central de Regulação da cidade, mas conta 
que foi informada de que deveria ligar para o Ministério da Saúde. Ela disse que 
não consegue contato pelo número de telefone que indicaram.
A mãe conta que chegou a conseguir atendimento médico para a filha no último 
dia 12, porque ela apresentava dor de estômago e também um desenvolvimento 
anormal da mama, o que motivou os exames solicitados. No entanto, para
 fazer a consulta, não foi necessário usar os dados do cartão SUS e, por isso, 
então não constatou o problema antes.
Menina de nove anos não conseguiu marcar exames por conta de informação falsa em registro  (Foto:  Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)Menina de nove anos não conseguiu marcar exames por conta de informação falsa em registro  (Foto:  Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)
Menina de nove anos não conseguiu marcar exames por conta de informação falsa em registro (Foto: Fabricia dos Santos Xavier/ Arquivo Pessoal)
G1 procurou o Ministério da Saúde que, em nota, afirmou que o erro foi 
cometido por um funcionário do Complexo Regulador de Saúde de Teixeira de 
Freitas, no ato do preenchimento dos dados do paciente.
Ainda segundo o ministério, situações como essa podem ser corrigidas diretamente 
pelas unidades de saúde onde a informação inconsistente foi identificada 
(óbito indevido). "Nestes casos, qualquer operador vinculado ao estabelecimento de
 saúde (operador do CadSus) deve entrar em contato com a Central de Atendimento 
136, opção 8, onde será orientado a encaminhar ofício digitalizado para que a 
situação seja regularizada", diz o comunicado.
A nota ainda explica que o processo de reativação de cadastros por motivo de 
óbito indevido foi implementado objetivando a qualificação da base de dados dos 
usuários do SUS, sendo rigorosamente necessários todos os documentos 
descritos no referido procedimento para coibir ações fraudulentas.

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