sexta-feira, 11 de maio de 2018

Vaca ajuda a desvendar homicídio motivado por sinal de wi-fi na Bahia

Os irmãos Venicio e Reinan foram presos após corpo ser descoberto (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O assassinato do gerente de uma fazenda em Aurelino Leal, no Sul do estado, foi descoberto com ajuda de uma vaca. Segundo o delegado Lane Andrade, titular da unidade policial do município, os policiais investigavam o desaparecimento do agrimensor Miguel Mário Oliveira Santos, 48 anos, que era gerente da Fazenda Probidade, quando chamou a atenção o fato de uma vaca estar roçando a pata em um monte de terra, próximo a um pé de caju. 



“Achamos estranha a atitude do animal e começamos a escavar”, contou o delegado, em entrevista ao CORREIO.
No local 'indicado' pelo animal estava o corpo de Miguel Mário, que levou diversas facadas e teve a mão decepada e o pescoço cortado pelos seus assassinos.
O crime aconteceu em 21 de dezembro de 2017 e os assassinos tiveram mandado de prisão cumprido na última quarta-feira (9). 
Briga por wi-fi
Segundo Andrade, Reinan Oliveira da Silva, 20, Venício da Silva dos Santos,18, e um adolescente de 16 anos estavam usando drogas no dia do crime.
“Os maiores (de idade) disseram que o menor os incitou a brigar porque Miguel tinha desligado o sinal do wi-fi da fazenda e o tinham proibido de jogar futebol no campo da fazenda, já que ele não morava na propriedade”, comentou o delegado. 
Reinan e Venício são filhos de um casal que trabalha na fazenda, enquanto o adolescente é amigo dos irmãos e mora na região.
Em um primeiro interrogatório na fase das investigações, os irmãos negaram ter conhecimento do crime. Mas, quando foram presos, confirmaram participação no homicídio.
Reinan teria entrado em luta corporal com Miguel e seu irmão Venício usou um facão para decepar a mão de Miguel e lhe cortar o pescoço. O menor teria desferido várias facadas no corpo do gerente da propriedade.
O corpo foi enterrado em uma cova rasa a 15 metros do imóvel. Após o crime, o trio limpou a residência, apagando os vestígios de sangue. 
Reinan e Venício vão responder por latrocínio, já que também roubaram a motocicleta do gerente. As facas e a motocicleta não foram encontradas pela polícia. Os dois não têm antecedentes criminais. Já o adolescente vai ser conduzido para ser ouvido, já que não existe medida protetiva expedida contra ele. 
A dupla está custiodada na carceragem policial de Aurelino Leal.

Correio

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