segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Serrolândia: O consultório Odontológico Sorrident trás mais uma novidade


Mais uma novidade pra vocês! 😍😍 O consultório Sorrident conta com o tratamento para crianças de todas as idades, incluindo crianças com necessidades especiais! Pensando em melhor atende-los, o atendimento odontopediatrico acontecerá aos sábados no turno da tarde com a Dra Queiciane Carneiro.         
Agende sua consulta!!
Tel:74-98129-3200
Rua Castro Alves,  n 149, centro, Serrolândia
Próximo ao sicoob.

Bolão do Rick: 16 ganhadores dividiram o prêmio dessa semana

Foram 16 os ganhadores no Bolão do Rick dessa semana com 35 pontos, os sortudos foram:
 
🥇Totada(V.do Poço)N°26

🥇 Jalbene (Paraíba)N°71

🥇 Jalbene (Paraíba)N°72

🥇 Osvaldo Nunes (Jacobina)N°75

🥇 Raimundo (Santos Sp)N°77

🥇 Afonso de Castro (Castro Ba)N°91

🥇 Sócio Sinho&Nicolau (V.do Poço)N°93

🥇 Pison ( V.do Poço)N°103

🥇 Juarez de Lita ( V.do Poço)N°103

🥇 Ana Beatriz Gilmar
 (V.do Poço)N°181

🥇 Barakiobama (V.do Poço)N°204

🥇M.A 999063486 (V.do Poço)N°208

🥇Ciso Negão (V.do Poço)N°211

🥇Joel Goiás (Goiás)N°211

🥇Nininho (São José)N°212

🥇Beija Flor.N.lando(V.do Poço)N°222

☘💵 O GANHADOR LEVARÁ O PRÊMIO DE *R$ 935,00*


🔴☘TOTAL DO BOLÃO *R$ 14,974,00* ☘🔴

domingo, 20 de outubro de 2019

Várzea do Poço: Projeto de Balé Sapatilha Encantada inspira e encanta a sociedade varzeaporcense.





                  “Ninguém se preocupa com sua capacidade de dançar bem. Levante-se e dance. Os grandes bailarinos são excelentes graças à sua paixão”. (GRAHAM, Martha).

Hoje, mais do que nunca, se torna cada vez mais evidente a máxima, baseada através de minuciosos estudos, de que: “ O corpo fala, é um veículo pelo qual se expressa as molduras sócio culturais”. Todos os processos culturais encontram no corpo um palco, um espaço de recepção e reprodução, não é diferente com a dança.

O Balé, um exercício disciplinar e físico, cuja travessia se dá entre uma ideia de arte e educação física, tem sua história alicerçada ao continente europeu, embora essa ligação ainda seja questionável e imprecisa, como apontam alguns estudiosos da área. O fato é que, por se tratar de um exigente e disciplinador processo de dança, o Balé tem, desde sempre, uma capacidade desmedida e profunda, de adentrar e ser bem vislumbrado por onde se faz realidade, como no caso de nossa pequena cidade de Várzea do Poço.

Desde o início deste ano, com um começo tímido, como de costume, tivemos a satisfação de ser presenteados pelo projeto de aulas de Balé Sapatilha Encantada, fruto de um processo incansável e afetuoso por parte das idealizadoras e disseminadoras, a Professora Meire e a Coordenadora Edirene. As aulas se dão dentro de um misto de possibilidades, que vão desde a oferta de diversão até o ganho elevado do aprendizado dos movimentos que compõem esta bela e expressiva arte.

A preocupação da Professora Meire se dá no sentido de, para além de ofertar, para nossa cidade, a oportunidade de mais uma frutífera arte, com todos os seus incontáveis ganhos, proporcionar, também, a possibilidade de inserção das praticantes, num mundo que, em certo sentido, talvez jamais pudesse se tornar realidade em nosso município. A Professora sabe e põe em prática toda a capacidade educativa e, em certo sentido, a perspectiva profissional que pode vir a ser concreta na vida destas crianças que hoje fazem parte deste grandioso projeto.

Tomados por toda essa gama de aprendizados aqui postos, fomos encantados, no último dia 05 de outubro do ano corrente, por um show de movimentos sincronizados e bem alinhados, a nos transmitir, ainda que de modo um tanto quanto impreciso, o quão rico, necessário e oportuno nos é o Projeto de Balé Sapatilha Encantada, tanto para nossas crianças, que, veem suas vidas serem preenchidas por esta belíssima arte, bem como para toda nossa sociedade, cuja entrada do Balé, nos faz crer em mais uma possibilidade de alcance de uma sociedade mais saudável em seus diversos sentidos.












Por Paulo Roberto dos Santos da Silva.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Odeene Cigano é assassinado no município de Várzea da Roça-BA


Na noite desta quinta-feira, 17 de outubro de 2019, aconteceu um assassinato no município de Várzea da Roça-BA.

De acordo com as primeiras informações, Odeene Gama Dourado, conhecido como  Odeende Cigano, de Mairi-BA, foi morto na zona rural.

O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jacobina para os procedimentos de praxe.

O sepultamento será realizado no cemitério de Várzea do Poço-BA. O horário será informado em breve.
Fonte: Agmar Rios

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

BOLÃO DO Z: 2 GANHADORES DIVIDIRAM O PREMIO DESSA SEMANA




2 GANHADORES COM 35 PONTOS...




🥇TOI BORGES V. DO POÇO F. 03

🥇GEAN DO MILHO V. DO POÇO F. 07


💰 TOTAL DO BOLÃO  1.486,00


💰 FICANDO PARA CADA   743,00 REAIS


OBRIGADO A TODOS E ATÉ A PRÓXIMA QUARTA FEIRA ACREDITE O PRÓXIMO PODE SER VOCÊ...

Enem libera consulta aos locais de prova

Cartão de confirmação pode ser acessado pelo aplicativo do Inep e pelo site da instituição | Foto: Reprodução/Inep
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) liberou na manhã desta quarta-feira (16) o acesso ao cartão de confirmação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, com o local e o horário das provas. Para acessar o documento, é necessário digitar o CPF e a senha cadastrada na inscrição na página do participante. Foram mais de um milhão de consultas aos locais de prova em pouco mais de duas horas, informou o Inep em um comunicado. As provas acontecem nos dias 3 e 10 de novembro, dois domingos consecutivos em 1.727 municípios. Para esta edição, mais de 5 milhões de inscrições foram confirmadas. Os portões abrirão ao meio-dia, pelo horário oficial de Brasília, e serão fechados às 13h, neste ano não há horário de verão.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Senadores aprovam partilha de leilão do pré-sal e municípios terão R$ 11 bi em caixa

Senadores aprovam partilha de leilão do pré-sal e municípios terão R$ 11 bi em caixa
Foto: Divulgação / UPB
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (15) o repasse de cerca de R$ 11 bilhões para os municípios do país referente ao mega leilão do excedente do pré-sal, a chamada cessão onerosa. A previsão é que, se não houver mudança no projeto, o repasse chegue até as prefeituras até o final deste ano. Segundo o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro, o aporte nas prefeituras dará “fôlego” à saúde fiscal dos municípios.

“Passamos por um momento de estagnação econômica, que compromete os investimentos das prefeituras. Então acredito que a partilha faz justiça aos municípios e vai permitir investir em obras e serviços para gerar emprego e mais desenvolvimento local”, disse o também prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, e vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM).  

A proposta de divisão dos recursos do excedente da cessão onerosa do pré-sal prevê que da arrecadação do leilão, após a devolução de R$33, 6 bilhões para Petrobras, a União rateará 15% de lucros com estados e outros 15% com municípios. No caso das prefeituras, a divisão obedecerá o critério do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Jacobina: Ossada humana é encontrada; suspeita-se que seja de homem desaparecido


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Foto: Reprodução / Augusto Urgente
Uma ossada humana foi localizada nesta segunda-feira (14), em Jacobina. Encontrada nas proximidades da localidade do Novo Amanhecer, a Polícia Civil foi chamada e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) recolheu os restos mortais para a perícia.

Segundo o Jornal da Chapada, a polícia informou que uma moradora da região reconheceu o corpo como sendo o de seu irmão, desaparecido há 2 anos. Outros exames devem ser feitos para comprovar a identidade do homem. (BN)

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Jovem varzeaporcense tem se tornado escritor referência em grandes revistas do país.



“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa; a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”. (RAMOS, Graciliano).

Tal qual nos legou Graciliano Ramos, na citação acima, o ato da escrita não é tão tranquilo, exige de quem o deseja, um condicionamento diário, num esforço tamanho para que se alcance o prazer tão leve e esperado através do que se propõe a escrita. Neste sentido, batemos um papo com uma das referências, na nossa cidade, em Várzea do Poço.
O jovem Psicólogo e Cronista Maiky Oliveira, varzeaporcense, numa rápida entrevista, fez questão de nos apresentar como se deu e se dá o prazer pela escrita em sua trajetória, cujo início é desde muito cedo. Maiky já coleciona, em sua caminhada como jovem escritor, livros, crônicas e poemas, tudo de sua autoria. É importante dizer que, mesmo em tão pouco tempo, esse jovem varzeaporcense já tem uma trajetória muito exitosa, uma vez que, alguns dos seus escritos já foram e continuam sendo reconhecidos e aprovados em revistas de elevado reconhecimento no Brasil, como é o caso da Philos.
Nesta breve conversa, ele deixa escapar o desejo de que sua história, de algum modo, possa servir de exemplo para outras pessoas que perseguem o desejo pela escrita em nosso município.
Entrevistador: Como e qual momento você sentiu que a escrita era algo possível na sua vida?
Maiky Oliveira: Quando passei a ter contato com as obras de alguns escritores como Dostoiévski, Kafka, e outros escritores clássicos, me encantei de tal forma que desejava escrever algo tão magnífico como eles. No início foi bem difícil pois não achava nada do que eu escrevia bom. Mas, ainda assim, comprei a ideia de escrever um livro e estudei todas as etapas para produção de um. E depois de alguns meses conseguir escrever todas as minhas inquietações no que culminou no livro “O Desempregado”. Quando me convenci que realmente era capaz de escrever uma história, o resto do processo foi a parte mais fácil.
Entrevistador: Escrever é um oficio complexo?
Maiky Oliveira: Acredito que a depender do momento sim, pode ser complexo. Há momentos em que o processo de escrever é mais fácil, desenvolver um conto ou poema não se torna algo tão difícil. Já em outros momentos, escrever e pensar em cada ideia para seus escritos, é um sofrimento; é um momento em que você gasta muita energia para tentar criar algo. Acho que diversos eventos podem explicar isso, que vão do estado emocional ao que você se propõe em produzir.
Entrevistador: Por quais razões você considera a escrita importante?
Maiky Oliveira: Acho que escrever é uma forma de arte. E a arte aproxima as pessoas. Você consegue transmitir uma leitura de mundo única para os outros, ou seja, seus sentimentos, ideias e reflexões e acho que isso pode ser pedagógico para que tenhamos uma sociedade melhor. Para mim a escrita tem esse poder de mudar a forma que as pessoas se relacionam com o mundo.
Entrevistador: Existe um poema do Mario Quintana, em que em determinada estrofe ele assevera: “Quem faz um poema salva um afogado”. Você acredita que a escrita cumpre esse papel também? Embora o poema já seja em si um exercício de escrita?
Maiky Oliveira: Rubens Alves dizia que escrevia porque “estava sofrendo”. Talvez seja essa a perspectiva do poema do Mario. Acredito que a escrita seja uma forma de extravasar toda sua inquietação, e isso produz um alivio em que escrever, e talvez em quem leia também. Sem dúvidas a escrita cumpre esse papel, e creio que vá até além disto.
Entrevistador: É mais do que evidente o quanto sua trajetória tem sido de merecido reconhecimento, vide as aprovações de suas produções em grandes revistas de poemas e crônicas. Você imaginava que todo esse seu alcance fosse possível?
Maiky Oliveira: Não imagina que chegaria a tanto. Depois de escrever meu primeiro livro em que eu já achava muito improvável, consegui passar em concursos literários em várias regiões do país como Rio de Janeiro e São Paulo. Isso foi me motivando e agora estou sempre tentando algum concurso.
Entrevistador: O que você deixa de mensagem para as pessoas da cidade que tem esse mesmo desejo em relação a escrita, mas, não se vê tendo êxito, bem como você, neste âmbito?
Maiky Oliveira: Primeiro dizer que você é capaz de chegar longe. Muito longe. Há poemas, contos e crônicas que você vai escrever e não vai achar tão bom. Trabalhos seus que não serão selecionados em concurso. Mas isso não faz das suas obras um fracasso. Ser selecionado em um concurso ou alcançar uma parceria com uma editora famosa é só uma consequência. O mais importante é como você se sente bem escrevendo, este é o verdadeiro parâmetro de avaliação. É aprender amar a escrever. Por isso, escrevam e busque seus objetivos. Você conseguirá, mas, para isso, continue tentando.
Entrevistador: Por fim, queria que tu nos ofertasses um fragmento de um dos escritos que enxergas como relevante para sua caminhada como escritor, cronista, poeta.
Maiky Oliveira: Eu sempre busco trazer reflexões sociais em meus contos, e sempre de uma forma “exagerada”, justamente para chocar quem lê. Essa é uma característica minha. O conto abaixo se chama “Sinhá”. Foi selecionado para a edição especial de 50anos da Revista Philos. Uma edição em homenagem ao cantor e escritor Chico Buarque, no Rio de Janeiro.Os trabalhos teriam que ser inspirados na Obra de Chico. Me inspirei em uma das músicas do mesmo para escrever um conto que versa sobre o racismo e a desigualdade social:
“No fundo da casa em um pequeno quartinho, eu coloco meu colchão surrado e com mau cheiro. Ela me castiga às vezes. Deixa-me trancada no meu próprio quarto, no escuro, com fome, com medo. Ela diz que eu a invejo e com essa desculpa me violenta fisicamente, e de outras formas que não sei explicar. Minha sinhá é uma pessoa que tem raiva todos os dias. Uma raiva que nunca passa. Coitada da minha sinhá. Tão bela e tão diferente. Eu admiro sua pele clara e seus olhos azuis. Suas roupas caras e o legado de sua família influente na sociedade. Sinhá é única.
Minha sinhá não gosta da minha pele negra. Nem do meu cabelo, dos meus olhos, do meu comportamento, das minhas vestes, da minha religião, dos meus ancestrais, nem dos meus amigos, muito menos da minha família. Eu choro todos os dias ao servi minha sinhá, em seu condômino de luxo. Choro por seus filhos dos quais eu cuido. Às vezes eles me chamam de mãe, mas sinhá não gosta. Será que minha sinhá, cuidaria bem dos meus filhos? Eu choro. Mas as lágrimas são pela sinhá. Que nos melhores dias, tira minha liberdade e nos piores, sofre tanto quanto eu. Coitada da minha sinhá.
            Minhas colegas de bairro, também limpam, arrumam e cuidam dos filhos de outras sinhás. Cada uma tem sua sinhá. Algumas são educadas, e até pedem, por favor, são as melhores sinhás. Gostaria muito que meus filhos estudassem, com os filhos dessas sinhás. Mas isso não é possível e talvez nem seja bom, as sinhás são estranhas às vezes. Rezo para o mesmo Deus das sinhás, mas não vou à mesma igreja que elas. Eu juro por Deus, que tenho pena das sinhás, são diferentes.
            O mundo sempre foi cheio de várias sinhás. A maioria perversa, e outras, raras, mas bondosas. Se pelo menos as sinhás não fossem tão sinhá, as vezes, teríamos melhores sinhás nesse mundo. Que não desprezasse tanto, aqueles que não nasceram sinhá. Ser sinhá não é ser superior. É só falar bonito, ter filhos, e um pouco de dinheiro. Tente gente que não é sinhá e tem o dobro disto. Perdoe-me doce sinhá. Mas sinhá, os tempos mudaram e sinhá tem muito que aprender”.
     






Por Paulo Roberto dos Santos da Silva.










Center Móveis e Eletros inaugura sua 2ª loja em Feira de Santana na Getúlio!


Na manhã desta segunda-feira (14/10/19), a Princesinha do Sertão (Feira de Santana-BA) parou com mais uma mega inauguração, chegou mais uma megaloja Center Móveis e Eletros, agora na Avenida Getúlio Vargas, 180, centro.
Só temos a agradecer a receptividade que tivemos dos Feirenses e dizer que agora estamos com duas megalojas de ofertas imbatíveis; uma na Rua Conselheiro Franco, 226, centro e a recém chegada na Avenida Getúlio Vargas, 180, centro em frente a Praça de alimentação, para continuar levando o que já temos de melhor; que é, showroom incrível com produtos de qualidade do simples ao sofisticado, preços que ninguém tem, o melhor atendimento, entrega e montagem grátis em toda região. Isso mostra que a marca Center Móveis e Eletros está no caminho certo, onde chega é sucesso total, fortalecendo ainda mais a marca Center Móveis e Eletros.

Lembrando, as pessoas que foram até a loja e não conseguiram efetuar suas compras por conta do fluxo de pessoas, podem ficar tranquilas que temos estoques e as promoções continuam. 
A Center Móveis e Eletros é uma rede com mais de 25 lojas e está entre as maiores redes lojas do norte baiano, também está entre as melhores lojas de móveis e eletrodomésticos da Bahia, sempre vendendo móveis e eletros de qualidade, pelos melhores preços do mercado, com entrega e montagem grátis em toda região.
Center Móveis e Eletros está chegando ainda este ano nas cidades de Itaberaba, Seabra e Serrinha.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Bolão do Rick: 3 ganhadores dividiram o prêmio dessa semana



Foram 03 os ganhadores do Bolão do Rick dessa semana, com um total de 40 pontos, os sortudos foram; 


🥇Tiago Roucd (R.de Janeiro)N°54

🥇Jackson Vereador (V.do Poço)N°106

🥇 Gepê
 (V.do Poço)N°212

☘💵 O GANHADOR LEVARÁ O PRÊMIO DE *R$ 5,151,00* 


🔴☘TOTAL DO BOLÃO *R$ 15,454,00* ☘🔴


A roça também constrói saber: Professor Charles Maycon apresenta a força e importância de sua pesquisa de Doutorado em entrevista.



“Desenvolver um estudo que reposiciona as escolas da roça com espaço de vida e de potência para uma formação social e política de comunidades rurais que, ao longo dos tempos, não tinha visibilidade e sempre ficou às margens das políticas públicas de educação, é de grande valor, pois a negação dos espaços rurais como espaço de vida sempre permeou os ideários de grupos hegemônicos e foi sendo disseminado até mesmo por quem habita esses espaços”(MOTA,2019, trecho da entrevista).
         O contexto, no que diz respeito ao desenvolvimento e avanço de pesquisas no país, não é dos melhores e mais louváveis, bem como sabemos. Contudo, a coragem e o prazer pelo alcance do saber, do conhecer que, de algum modo, é quase inato ao humano, faz com que muitos/as estudiosos/as enfrentem toda esta onda de descaso educacional que o país atravessa.
Um desses estudiosos é o Professor Municipal e Doutorando, Charles Maycon, cuja pesquisa lhe rendeu a publicação de sete trabalhos científicos publicados em revistas da área de educação que circulam nacional e internacionalmente. Além dessas, destacam-se essas duas relevantes obras em formato de livro. As mesmas possuem um engrandecedor e profundo compromisso com o desenvolvimento do saber, do fazer pedagógico na cidade de Várzea do Poço, cidade onde Charles reside e, para além do município, tem tido um alcance reconhecido no cenário nacional e mundial, uma vez que o Professor Charles tem apresentado sua pesquisa em várias regiões do país e fora do mesmo, como foi o caso de Portugal, no recente ano.
Nesta breve entrevista, Charles nos apresenta o quanto sua pesquisa tem, para além de um compromisso acadêmico, uma relação muito íntima com o desenvolvimento humano e educacional dos sujeitos de Várzea do Poço e, por que não dizer, do nosso país.

Entrevistador: O que o levou a pesquisar acerca deste tema?
Charles Maycon: Essa temática sempre foi de muito valor para mim, pois tem uma grande ligação com meus contextos de vida e trajetória de escolarização-formação-profissão. Sempre tive uma relação de afeto com as pessoas da roça e também com este espaço ao longo de minha vida. Sempre presenciei situações de preconceito e estigmas para com as pessoas que moravam nesse espaço e que vinham estudar nas escolas da cidade. Logo quando iniciei na docência, desenvolvendo meu trabalho como professor nas Séries Finais do Ensino Fundamental comecei a perceber que existia uma separação entre quem vinha das escolas da roça e quem era das escolas da cidade. Essa situação se apresentava de maneira muito forte e fazia com que os adolescentes negassem suas raízes e passassem a se envergonharem por ser quem eram e morar onde moravam. Isso passou a chamar minha atenção e se reforçou quando professores e professoras de classes multisseriadas passaram a encaminhar estudantes para o acompanhamento pedagógico comigo e com minha colega Elizelma, pois nós dois somos responsáveis por acompanhamentos de crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem em nosso município. Esse número de crianças oriundas das escolas da roça se apresentou para nós como um chamado para pensar o que poderia estar acontecendo com a compreensão desses docentes a respeito das diferenças, já que a maior parte dessas crianças encaminhadas se encontravam em sua série conforme a idade requerida pela legislação que institui o Ensino Fundamental em 9 anos. Sendo assim, passei a desenvolver o estudo que originou nessa publicação.  

Entrevistador: Qual a importância deste tema em relação a vivência social de Várzea do Poço? E, para além de Várzea do Poço, como enxergas a importância do seu estudo no cenário educacional brasileiro?
Charles Maycon: Desenvolver um estudo que reposiciona as escolas da roça com espaço de vida e de potência para uma formação social e política de comunidades rurais que, ao longo dos tempos, não tinha visibilidade e sempre ficou às margens das políticas públicas de educação, é de grande valor, pois a negação dos espaços rurais como espaço de vida sempre permeou os ideários de grupos hegemônicos e foi sendo disseminado até mesmo por quem habita esses espaços. As classes multisseriadas podem significar para nosso município e tantos outros que contam com uma população significativa que habitam os espaços rurais, possibilidade de acesso à educação como direito humano e condição de vida a partir do que uma escola pode propor para as comunidades. Cabe ressaltar que essa realidade das classes multisseriadas acontece em muitos países da Europa e, também, em países latino-americanos como possibilidade de oferecimento de educação nos espaços de vida das pessoas, pois valorizam que a escola deve compor as comunidades, de modo que, as crianças não precisam ser deslocadas para outras escolas que vivenciam outras realidades e não compreendem o que é ser e viver em territórios rurais.  

Entrevistador: O seu foco de pesquisa foi com estudantes da Zona Rural, na sua perspectiva, existe uma distinção em relação ao desenvolvimento educacional da Zona Urbana e Zona Rural? Havendo, na sua pesquisa você advoga em favor de algum tipo de mudança que seja necessária levar em consideração, no tocante ao desenrolar educacional da Zona Rural?

Charles Maycon: Esse estudo tem a colaboração de professores e professoras que moram em espaços rurais e atuam nas escolas de suas comunidades. Vale ainda ressaltar que tomo a categoria roça como uma ruralidade específica de nossa região e numa perspectiva fundamentada pelos estudos da Sociologia rural. Isso, porque o IBGE faz uma separação entre perímetro urbano e rural a partir de uma lógica que esvazia os sentidos do rural. Demarca vilas e povoados como espaços urbanos. Sabemos que pelos sentidos construídos a partir de nossas relações com os espaços rurais e por morarmos num município com inúmeras características desses espaços podemos repensar sobre ser da roça ou não.
Penso que não há distinção alguma entre o desenvolvimento de alunos que estudam nas escolas rurais e alunos que estudam nas escolas da cidade, o que perdura e sustenta essa lógica são nossos modos de compreender as escolas da roça a partir de parâmetros e concepções urbanocêntricas. Os modos de exercer a docência é que são distintos, já que cada espaço apresenta suas particularidades e o que relevância para escolas na roça ou na cidade são as necessidades de suas comunidades.
Sendo assim, proponho com minhas pesquisas maneiras outras de compreender as classes multisseriadas e os modos de viver na roça, defendendo que as escolas precisam existir nas localidades rurais como espaço social e político, bem como, lugar de acesso à educação que valorize a vida na roça e nos tragam condições de existência com dignidade humana. 

Entrevistador: Qual a relevância em relação a pesquisas neste mesmo âmbito que fizestes? Neste mesmo sentido, como você enxerga a importância da pesquisa no cenário atual brasileiro?
Charles Maycon: Considerando que há algum tempo vivenciamos o fechamento desenfreado de escolas em áreas rurais, promovendo o deslocamento de centenas de alunos de suas comunidades para escolas núcleos e escolas das cidades, desconsiderando o direito de crianças, jovens e adultos de estudarem em suas comunidades, sabendo que o nosso país é eminentemente constituído por uma grande parcela da população que habita as áreas rurais.
Conforme informações apresentadas pela coordenação de Educação do Campo – MEC em 2013, cerca de 9% dos alunos matriculados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no Brasil estudam em turmas multisseriadas. Alunos matriculados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no Brasil em 2012 foi de 16.016.030, desses alunos 1.469.152 estão em turmas multisseriadas. Podemos perceber que são esses os grandes motivos que trazem relevância para pesquisas como essa. Vale enfatizar que, pesquisadores e pesquisadoras dos Grupos de Pesquisas Docência, Narrativas e Diversidade na Educação Básica - DIVERSO e Grupo de Pesquisa (auto)biografia, Formação e História Oral - GRAFHO tem se debruçado em pesquisas que potencializem as escolas rurais como espaço de possibilidades, mostrando que os professores e professoras dessas escolas tem resistido a ausências de políticas públicas e propostas de fechamentos desses espaços em suas comunidades


Por: Paulo Roberto dos Santos da Silva.
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