- Depois de
um dia de intensas negociações, o presidente da Câmara, Marco Maia
(PT-RS), anunciou na noite de ontem, 27, acordo para votar quarta-feira
a Lei Geral da Copa e, até o fim de abril, o novo Código Florestal.
Avisou, no entanto, que não há entendimento no que se refere ao mérito
das propostas. Com isto, o governo terá trabalho para convencer sua base
rebelada a votar com o texto da Lei da Copa encampado pelo Palácio do
Planalto.
"Desta forma, a negociação estanca a crise e
faz com que o Congresso volte a andar", declarou Maia, por meio de sua
assessoria. A maior polêmica do projeto é a venda de bebida alcoólica
nos 12 estádios que vão sediar os jogos da Copa da Fifa. O texto enviado
ao Congresso apenas suspenderá durante os eventos da Fifa o artigo do
Estatuto do Torcedor, que proíbe a venda, e a entidade terá de negociar
diretamente com Estados onde há leis contrárias.
Para fechar o entendimento, Maia informou
ter negociado com representantes ruralistas de 12 partidos diferentes,
fundamentais para interromper a obstrução promovida pelos próprios
aliados. Mas isto não resolve o problema com a bancada evangélica, que
não aceita a venda de bebida nos estádios. "Fomos pegos de surpresa com a
votação antes da Páscoa e avisamos que suprimir a proibição da venda de
bebidas não atende a bancada. Somos contra a bebida alcoólica por
convicção", reagiu o deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da
frente parlamentar evangélica. Eles vão tentar aprovar um destaque que
deixe clara a vedação à venda de bebida nos estádios. Leia mais no www.atarde.com.br
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