País passou a ocupar o 37º lugar no ranking, registrando uma alta de cinco posições em comparação com a edição anterior

A Argentina alcançou em 2026 sua melhor posição histórica no Global Soft Power Index, ranking internacional produzido pela consultoria britânica Brand Finance, que mede a influência e reputação dos países no cenário global.
Segundo o relatório divulgado pela instituição, o país passou a ocupar o 37º lugar no ranking, registrando uma alta de cinco posições em comparação com a edição anterior. A consultoria afirma ainda que esta foi a maior ascensão entre os 50 países mais bem colocados no índice deste ano.
O Global Soft Power Index avalia 193 nações e é construído com base em pesquisas realizadas com mais de 150 mil entrevistados em mais de 100 países, reunindo percepções internacionais sobre temas como reputação, diplomacia, cultura e economia.
O que o índice mede
Diferente de rankings tradicionais que analisam apenas crescimento econômico, força militar ou indicadores internos, o levantamento da Brand Finance busca medir o chamado soft power, conceito que descreve a capacidade de um país exercer influência global por meio de atração, reputação e credibilidade.
O estudo considera múltiplos fatores, incluindo:
• reputação internacional
• cultura e patrimônio
• diplomacia e relações exteriores
• economia e ambiente de negócios
• governança
• mídia e comunicação
• capacidade de atrair turismo, investimentos e interesse global
A consultoria afirma que a metodologia do índice se baseia em dezenas de indicadores avaliados por públicos internacionais, com o objetivo de medir como cada país é visto no exterior.
Milei e percepção internacional
Na análise sobre a Argentina, a Brand Finance afirma que a melhora registrada no ranking está ligada, entre outros fatores, à percepção internacional sobre o atual governo.
De acordo com o relatório, o salto argentino reflete a popularidade das políticas do presidente Javier Milei entre públicos-chave globais. A consultoria aponta que essa avaliação contribuiu para o desempenho do país no índice, que é influenciado diretamente por como a imagem nacional é percebida por entrevistados ao redor do mundo.
O resultado foi celebrado pelo presidente em uma publicação nas redes sociais, em que Milei destacou a posição alcançada pela Argentina e o avanço registrado no ranking.
Salto raro
O relatório chama atenção para o fato de que a Argentina registrou um crescimento expressivo dentro de uma faixa do ranking em que, normalmente, as mudanças são menores.
Isso ocorre porque os países que aparecem entre os mais influentes do mundo tendem a ter posições mais estáveis, e mudanças grandes de um ano para outro são menos frequentes.
Por isso, o avanço argentino foi classificado pela Brand Finance como o mais significativo entre os 50 países mais bem colocados no índice.
Influência além da força econômica
O conceito de soft power ganhou força nas últimas décadas como forma de explicar por que alguns países conseguem ampliar sua presença internacional mesmo sem ter o maior PIB ou o maior poder militar.
Na prática, o soft power está ligado a fatores como:
• capacidade de gerar confiança
• influência cultural e simbólica
• imagem positiva no exterior
• percepção de modernidade e inovação
• força diplomática e presença global
No caso argentino, o relatório atribui o salto à mudança de percepção em segmentos relevantes do público internacional, associando isso às políticas do governo Milei e ao impacto que essas medidas tiveram na reputação do país em determinados ambientes.
A pesquisa
O Global Soft Power Index 2026 se baseia em entrevistas com mais de 150 mil pessoas em mais de 100 países, avaliando 193 nações.
A Brand Finance afirma que o índice reúne métricas ligadas à imagem internacional e capacidade de influência, e é usado como referência por governos, empresas e instituições para entender como países são percebidos globalmente.
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